Sem tradução exata para o português, encontramos a definição de Bullying como sendo um termo usado para designar a prática de atos agressivos e pejorativos a alguém ou alguma pessoa.
Quando alguém diz que algo em você está diferente, automaticamente você tenta corrigir, ou dá uma desculpa e até mesmo fica preocupada em mudar aquilo, seja na sua aparência ou nas suas ações. Já imaginou se várias pessoas no mesmo dia falassem, por exemplo, que você merecia fazer um regime, ou brincasse que você é “fofinha”? Você logo desconfiaria que estivessem dizendo que você está gorda, não?
Atos como esse apesar de não serem considerados bullying, o são. Apelidos tipo “rolha de poço”, “quatro-olhos”, “vara-de –tirar- mamão”, “pintor de roda pé”, entre outros tantos. Atos violentos como puxões de cabelo, empurrões, tapas na cabeça, topadas simuladas para derrubar os livros de outro no chão, são comportamentos típicos de alunos na escola, principalmente contra aqueles que são esforçados e se destacam em sala de aula.
Seriam brincadeiras próprias da idade? Não! São atitudes intencionais, agressivas e repetitivas que ocorrem sem motivo evidente e que caracterizam o chamado bullying.
Estudos mundiais revelam que, de 5% a 35% dos estudantes se envolvem nesse tipo de comportamento. No Brasil, estudos confirmam que esse índice chega até 49%dos alunos.
Segundo pesquisa do IBOPE para a Associação Brasileira de Proteção à Infância e Adolescência (Abrapia), organização não-governamental, dos 5.482 alunos de 5ª a 8ª série de 11 escolas públicas e particulares do Rio de Janeiro que foram ouvidos na pesquisa, mais de 40,5% admitem ter praticado ou ter sido vítimas de bullying.
Os avanços tecnológicos deram lugar para a prática desses atos na internet. O “Ciberbullying”é o nome que se deu a pratica do bullying através das páginas eletrônicas, blogs, sites de relacionamentos, entre outros, e que o agressor se oculta por um apelido espargindo sua raiva e discriminação contra aqueles a que julga superior.Dessa forma através do envio de mensagens ofensivas, da colocação de fotos comprometedoras, alteração de perfis das vítimas este incita terceiros a fortalecer esse ataque. O único propósito dessa prática é a humilhação e a isolação daqueles que se julgam mais fracos ou diferentes.
“Quem agride, quer que o seu alvo se sinta infeliz como na verdade ele é. É provável que o agressor também tenha sido humilhado um dia, descarregando no mais frágil a sua própria frustração e impotência” (Maluh Duprat).
Buscar ajuda na própria família é uma boa forma de se manter longe dessas pessoas. Além disso a lei está aí para proteger desses abusos e revidar não é a melhor pedida.
O bullying é crime e você pode ajudar alguém que sabe estar passando por essa agressão e quanto à escola, cabe a ela coibir atitudes agressivas protegendo tanto agredidos quanto agressores, pois ambos apresentam problemas psicológicos que se não tratados podem explodir drasticamente.
Leia também...
http://www.artigonal.com/educacao-artigos/bulling-nas-escolas-1493694.html -BULLING NAS ESCOLAS -Gossler, Leonice.
http://www.maxi-in.com.br/maxi-in.asp?edicao=36&id=47 Revista MAXI IN -BULLING: humilhar,intimidar, ofender, agredir...
Por Rose Andrade
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