terça-feira, 30 de novembro de 2010

BULLYING

Bullying uma nova forma de violência na escola
Implicância, discriminação e agressões verbais, são atitudes bastante comuns nas escolas. A maneira com que pesquisadores, médicos e professores o encaram vem mudando. Essas provocações passaram a ser vistas como violência denominada “Bullying”, palavra inglesa que significa “intimidar” ou “amedrontar”. Sua característica é agressão física, moral ou material, sempre intencionais e repetitivas. As tecnologias deram nova cara ao problema. Email ameaçadores, mensagens negativas em sites de relacionamento e torpedos com fotos, textos constrangedores ganham novo nome de Ciberbullying. No espaço virtual o Bullying se torna cruel, antes os constrangimentos ficavam mais restritos no convívio na escola, hoje a internet e o celular expõem mais do que devem. Aramis Lopes, especialista em Bullying chama atenção para fatos com três personagens fundamentais neste tipo de violência: O agressor, a vitima e a platéia. Essa atormentação faz com que a criança ou o adolescente se sinta humilhado e perde a segurança. Pesquisa(feita pela Plan) aponta que cinco mil estudantes de dez a quatorze anos foram vitimas de Ciberbullying no mínimo uma vez. Para sofrer estas provocações basta estar um pouco fora de padrão (baixo, alto, gordo, magro). Algumas escolas estão buscando soluções, fazendo reuniões conjuntas com pais e alunos, lançando um olhar atento ao comportamento dos jovens dentro e fora da sala de aula. O ciberbullying é mostrado de duas formas: Uma das personagens mantém o blog com fofocas e ainda a troca de mensagens comprometedoras pelo celular, tudo acontece dessa forma, um xinga, outro chora e o resto cai na gargalhada. Ou seja o Ciberbullying tem três visões: A vitima que sofre as agressões, o agressor que provoca e o expectador atuando como uma platéia ativa ou uma torcida.
Prevenção e solução nas mãos da escola.
A busca pela solução ou prevenção inclui todos: equipe pedagógica, pais e alunos envolvidos.
Como prevenir:
• Ensinar a olhar para o outro.
• Deixar a turma falar.
• Dar exemplo.
• Mostrar os limites.
• Alertar para os riscos das tecnologias.
• Ficar atento.
Como resolver:
• Conhecer os sinais.
• Fazer um diagnóstico.
• Falar com os envolvidos.
• Encaminhar os casos a outras instâncias.
On line o agressor pode agir sem que precise se identificar.
A principal marca do ciberbullying é a possibilidade de o agressor agir na sombra. Criar perfil falso, roubar a senha de alguém e por agredir de forma virtual não precisa ser o mais forte e nem pertencer a um grupo, basta ter acesso a um celular ou internet. Muitos agressores nem sabem dizer porque fazem o que fazem. Num ambiente em que essa dinâmica se instala, está claro q as relações não estão construídas com base em valores sólidos. Por isso,trabalhar para que o ciberbullying deixe de fazer parte da rotina é uma tarefa de toda equipe escolar.

Referências BibliograficaNova Escola, (Julho/Junho de 2010),N° 233, p. 68,69,70,71,72,73

Postado por Maria do Socorro Veloso Gusmão

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